terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Natal tradicional na Noruega

O Natal é cheio de tradições, cerimônias e costumes baseados, em parte, em várias superstições antigas que permanecem até os dias atuais. Velhos e jovens, amigos e família se unem ainda mais por meio de várias semanas de festividades. Nós nos tornamos mais refletivos e atenciosos.

Antigamente, Natal era um banquete que acontecia durante o inverno - um festival de luzes marcando a transição do inverno sombrio para primavera e verão. O Natal era um tempo de celebrar a colheita, fertilidade, nascimento e morte. Em 1.900 o Rei Haakon I decidiu que o costume pagão de beber Jul (yule) deveria ser mudado para 25 de dezembro, em honra ao nascimento de Jesus Cristo.
Gradualmente, o banquete pagão foi se tornando cada vez mais cristão. O nome Jul foi conservado, mas o feriado foi dedicado a Jesus Cristo. O Natal é, deste modo, uma mistura de festa pagã antiga e tradições Cristãs mais modernas. Hoje, o Natal é a celebração mais popular do ano na igreja Cristã e para famílias e amigos.
Natal nos velhos tempos
Nos velhos tempos, as preparações para o Natal eram extensas. Tudo, desde fazer os presentes de Natal a sacrificar o animal a ser comido deveria ser feito em casa. As fazendas eram auto-suficientes, e esperava-se que os animais sacrificados antes do Natal durassem o resto do ano. Em fazendas norueguesas maiores, cinco a seis porcos, sete a oito ovelhas, duas vacas e um par de bezerros eram mortos.
A data para o sacrifício variava, mas a melhor época era antes do Natal na lua nascente. Os fazendeiros acreditavam que a carne era melhor e iam além, se o sacrifíco fosse realizado numa boa hora.
Todo mundo fazia sua parte
As mulheres eram responsáveis por preparar o banquete do inverno e preparavam a maior parte da comida. Os homens faziam o trabalho pesado, como cortar madeira, afiar facas e cortavam as carnes. A maior parte era salgada e curada, e o restante era lacrado hermeticamente com uma camada de gordura. Nada se perdia - depois do corte da carne era hora de fazer velas e sabão com a gordura.
As crianças esperavam ansiosamente a comida ficar pronta, da mesma maneira que fazem hoje. Pão, pão de fôrma, lefse e pelo menos sete tipos de biscoitos doces eram assados. Depois que a cerveja era fabricada e o corte da carne e o assado preparados, a família trabalhava em conjunto para limpar a casa inteira. Tudo precisava estar limpo e brilhante para o Natal. Os homens cortavam e traziam para dentro de casa madeira suficiente para durar o feriado inteiro. Os ramos de aveia eram postos do lado de fora para os pássaros, porque as famílias acreditavam que, se os pássaros cantavam e gorjeavam ruidosamente, seria um bom ano. No celeiro, os animais recebiam um pouco de feno extra e alimentação.
Religião
A porta do celeiro era marcada com uma cruz para manter afastados os espíritos do mal, e a cruz era também usada como decoração no pão, na manteiga ou no teto acima da mesa do Natal. Os cardápios variavam de distrito para distrito, mas em toda parte a mesa era cheia da melhor e mais gostosa comida que a casa pudesse oferecer. Todas as pessoas que viviam na fazenda - empregados, família e convidados - comiam o jantar de Natal juntos. Freqüentemente as mulheres deixavam a comida de fora até o dia depois do Natal caso espíritos do mal e "pequenas pessoas" resolvessem visitar a fazenda durante a noite. O nisse não podia ser esquecido, caso contrário a fazenda poderia ter má sorte.
Todos iam para um culto matinal da igreja no Dia de Natal, e em muitos lugares pessoas apostavam corrida até em casa. Enquanto a Véspera de Natal era passada em casa com a família, os noruegueses socializavam no Dia de Natal, visitando amigos e vizinhos, próximos e distantes.
Julebukk
Grupos de crianças e adultos fantasiados com um bukk (bode) na frente, era uma visão comum. Em troca de canto e entretenimento, eles recebiam guloseimas e brincadeiras. Em muitos distritos, eram habituais corridas de uma fazenda a outra, incluindo um total de 30 cavalos de cada vez.
Depois de muitos dias de festa, o 13° dia do Natal marcava o fim dos feriados. Era comum beber Yule e comer todas as sobras. Tudo o que sobrava nas cestas presas às árvores no Natal era para ser comido.

6 comentários:

Georgia at 2 de dezembro de 2008 23:10 disse...

Oi Tamara, vc está sabendo dessa blogagem? Fiz um convite no meu blog, mas vc poderá confirmar se deseja participar no link abaixo.

Blogagem Coletiva Direitos Humanos 2008 II (Aval das Nações Unidas)

Maiores informacoes aqui:

http://fenixadeternum.blogspot.com/2008/11/direitos-humanos.html

Um abraco e boa noite

mercia at 3 de dezembro de 2008 07:11 disse...

oi Tata
Adorei seu texto!! Posso colocar um link dele lá no meu blog pra o pessoal ler?
beijos!

Lucia Cintra Stevenson at 3 de dezembro de 2008 16:42 disse...

Muito interessante esse seu post, adoro saber de como as coisas eram no passado.
Bjos

FelixCatus at 3 de dezembro de 2008 19:02 disse...

Gostei muito do texto. Seu blog parecer ser bem informativo.

Sou uma eterna curiosa pela escandinávia e adoro ler as experiências dos brasileiros no exterior.

Beijos!

vivi at 4 de dezembro de 2008 02:25 disse...

Amiga...
Amei ver vc lá no meu bloguinho, tô sumida, mas vc já sabe o pq :)

Eu adoro as festas de fim de ano :)
Bjokas

evi at 4 de dezembro de 2008 23:25 disse...

É muito legal ver as tradições natalinas dos outros países.

Bjs.
Elvira

 
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